Encerrada a greve dos servidores da Fundação Tancredo Neves

 

 
 
 
 
Os servidores da Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves (FCPTN) encerraram na manhã desta quinta-feira, 31, o movimento grevista. A decisão foi tomada depois de reunião entre uma comissão dos trabalhadores, a secretária de Estado de Administração, Alice Viana, e o presidente da Fundação, Nilson Chaves. O governo do Estado encaminhará projeto de lei à Assembleia Legislativa estabelecendo a jornada de trabalho da fundação em seis horas diárias, ainda no mês de junho.
 
Alice Viana explicou que esta foi uma medida estabelecida pelo governador Simão Jatene por respeito aos servidores, em relação à remuneração recebida. “Na medida em que se prevalecem o bom senso e respeito, sempre há possibilidade de acordo, pois não haverá prejuízos à prestação de serviços, tendo em vista que serão estabelecidos turnos de escala de trabalho”.
 
Na última reunião com os servidores, a secretária Alice Viana já havia pedido o prazo de 30 dias para o Estado realizar um diagnóstico da fundação e verificar a viabilidade das propostas da categoria, sendo que a principal era justamente a redução da carga horária semanal de 40h para 30h.
 
Além da mudança no horário de trabalho, os servidores pediram o reajuste da ajuda de custo para alimentação, de R$ 200 para R$ 500, implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR), adicional de insalubridade e periculosidade para algumas categorias da fundação, como técnicos de iluminação e os que manipulam obras antigas, e a reposição de perdas salariais referentes ao nível superior.
 
 
Alice Viana ressaltou que para as demais solicitações é preciso construir um diálogo, tal como tem sido feito com outras categorias. "Estamos dispostos a atender na medida do possível as reivindicações dos servidores, mas temos limites fiscais e financeiros. Não podemos privilegiar uma categoria, mas todas”, disse a secretária durante o encontro de terça-feira. “O Estado segue uma política de compensação para todos os servidores, como o reajuste de 5% e a incorporação do abono para nível superior em abril, além do aumento do auxílio alimentação de R$ 120 para R$ 200 para todos os efetivos”, completou.
 
 
Ascom/Sead
Fotos: Ascom/Sead
 
 
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